A cannabis (maconha) e a doença de Crohn

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cannabisNas minhas pesquisas sobre a doença de Crohn, encontrei no site Diário da Erva uma notícia datada de 21-dez-2011 que o consumo de cannabis (maconha) estaria associada a uma redução na atividade da doença, segundo um estudo publicado no The Israel Medical Journal. Fui pesquisar na fonte e, de fato, o estudo existe e pode ser lido aqui.

Segundo consta, a planta cannabis é conhecida por seus efeitos terapêuticos, apesar de ser uma droga ilícita no Brasil. Entretanto, nenhum estudo sobre seu uso por pacientes de doença de Crohn fora publicado anteriormente.

O estudo foi feito pelos pesquisadores do Instituto de Gastroenterologia e Hepatologia do Centro Médico Meir, onde foram acompanhadas a atividade da doença, o uso de medicamentos, a necessidade de cirurgia ou internação antes e após o uso terapêutico de maconha em 30 pacientes de doença de Crohn.

Os autores da pesquisa relataram que “todos os pacientes afirmaram que consumir cannabis teve um efeito positivo sobre a atividade da doença”. As pesquisas documentaram uma melhora significativa em 21 indivíduos.

Especificamente, os pesquisadores descobriram que houve uma redução significativa da necessidade de outros medicamentos nos indivíduos que consumiram cannabis. Os participantes do estudo também relataram menor incidência de necessidade cirúrgica após o uso da maconha. De acordo com os autores da pesquisa “quinze dos pacientes pesquisados tinham 19 cirurgias durante um período médio de nove anos antes do consumo de cannabis, mas apenas dois tiveram necessidade de intervenção cirúrgica durante um período médio de três anos de consumo de cannabis”.

O resultado da pesquisa é animdaor, uma vez que os resultados indicam que a cannabis pode ter um efeito positivo sobre a atividade da doença.

Entretanto, é importante lembrar que ainda são necessárias mais pesquisas até chegar a um resultado realmente conclusivo. Além disso, o uso de maconha para fins terapêuticos ainda é proibido no Brasil.

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  • MARCELO FERRARI

    excelente essa matéria

  • Renata

    Eu já desconfiava. Tenho doença de crohn e fumo maconha há muitos anos, sempre me perguntava porque a doença em mim é tão leve e, mesmo quando tive períodos críticos de diarreia, não emagreci como muitos! Fico feliz de saber que meu hábito possa colaborar com a remissão dessa doença que é um pesadelo na minha vida!

  • Yuri Perucchin

    Ola, enfim encontro um blog brasileiro com o assunto relacionado. Sou portador de Crohn há 9 anos, meus sintomas começaram aos 11 anos após um grande estres traumatico. desde então tinha diarreia que iam aumentando conforme os anos. Aos 14 anos, fui diagnosticado com Doença de Crohn CID K50.0/ .1 pois não há definição especifica para reto e colon. Ai começa minha triste historia, comecei o tratamento padrão com remédios quimicos, mezalazina (sulfa), Imosec (retardador de transito intestinal), prednisolona( hormonio). Pronto meu inferno estava feito me tratei com remédios quimicos por 4 anos, nesses 4 anos passei 2 vezes no leito de morte no hospital, Estava com 16 anos medindo 1,64 m e pesando 35 Kg, triste de se ver, com 17 anos( 3º ano de tratamento intenso), perdi meu pai, foi a pior época da minha vida. Nesse ponto vem minha salvação, cai no mundo das drogas, experimentei cannabis pela 1ª vez, sensação unica, toda dor se foi, a diarréira não persistia. Com 18 anos ( ultimo ano de tratamento intenso), descobri uma possibilidade de um novo remédio, Adalimumabe; parei de tomar todos os remédios quimicos antigos imosec, mezalazina, prednisolona e remicade. Fiquei 3 meses sem usar nenhum remédio, quando comecei a aplicar o Adalimumabe, vi uma resposta significativa, então comecei a usar a cannabis no tratamento para auxilio contra dor e diarréia… E posso garantir, estou recuperando toda minha juventude perdida, fiz varios tipo de tratamentos envolvendo cannabis, e pesquisas tambem, espero que possa ajudar com duvidas. Afinal 9 anos doente devem ter servido para alguma coisa.

    • Oi Yuri. Seja bem vindo à nossa pequena comunidade de portadores e sinta-se a vontade para opinar.
      Abraços!