O problema do movimento antivacina

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vacinaA BBC Brasil publicou uma matéria interessantíssima sobre o movimento antivacina no Brasil. Depois de lê-la, precisei concordar com o André do ótimo site Ceticismo.net em seu também excelente artigo Os males do movimento anti-vacina. Neste, André alega que “o problema do Brasil é importar o pior das outras culturas.”

De acordo com a BBC Brasil, o movimento antivacina já entrou no radar do governo, após uma pesquisa encomendada pelo ministério do da saúde ter detectado que a média de vacinação no Brasil é de 81,4%, sendo que na classe A o número cai para 76,3%. No mínimo, alarmante.

Em 2011, ocorreram casos de sarampo na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo). Um surto que teve início por conta de uma criança não vacinada por opção da família. De acordo com  Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, “é preciso pensar na imunidade coletiva ou doenças já erradicas podem voltar. A criança bem nutrida pode não sofrer com a doença, mas, sim, ser a ponte para que o filho da doméstica ou do porteiro sofra com ela.”

Uma nova geração de pais está cismando que as vacinas fazem mal e isso me lembrou o caso do casal que, em 2009, tratou a filha de 9 meses apenas com homeopatia. Felizmente, na Austrália as coisas funcionam e o casal foi preso.

Eu concordo que, às vezes, os médicos aparentam não saber o que fazem. Eu mesmo tenho muitas críticas em relação aos médicos deste nosso país devido aos mais infundados diagnósticos que eles dão por aí. A culpa, nesse caso, com certeza é da educação. Se a faculdade não ensina, o aluno não aprende. Entretanto, tenho que concordar que a maioria dos médicos não é incompetente e que a minha amostra devia estar enviesada: a maioria esmagadora dos médicos que eu visitei no auge das minhas crises de Crohn alegaram que eu não tinha nada e me receitaram Buscopan. E todos nós hoje sabemos que o diagnóstico tardio levou à minha estenose e, consequentemente, à minha cirurgia.

O problema aqui é outro: os pais – engenheiros, economistas, advogados etc. – julgam-se doutores da ciência e resolvem achar que vacinar os filhos é uma coisa errada.

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